Algumas bandas da minha vida

Se escrever é um prazer, pelo menos eu tenho que praticar, e que tal falar sobre algo que me faz muitíssimo bem, e que eu escutaria o dia inteiro, sem reclamar: Música!
Quando criança, mas bem criança mesmo, não ligava muito para isso, minha infância foi na base de Chiquititas mesmo =].
Quando deixei de ser criança e entrei na adolescência, peguei o final da era Napster (mas ainda com internet discada) e passava dias inteiros ouvindo System Of A Down, eu curtia mesmo, de verdade. Ouvia por horas a fio, sem enjoar ou querer parar de escutar. Era uma fase mais rebelde, ouvia som alto só pelo prazer de ouvir som alto.
Só que fazer a mesma coisa por muito tempo sempre acaba cansando. Principalmente com restaurantes sou assim, não consigo comer muito tempo no mesmo, que é batata: um tempo depois não suporto mais o tempero, e acabo inundando o prato de molho shoyo, para mascará-lo. Não ia ser diferente com música, quando cansei de System, procurei outras bandas, sempre seguindo indicações de amigos, e passei por uma fase meio pop, ouvia as bandas que tocavam na rádio, não ligava muito se as músicas eram fenomenais, e, como nem todas eram, em sua maioria enjoava rápido.
Curti Bon Jovi por um bom tempo, assim como Aerosmith, Oasis, Raimundos, Paralamas Do Sucesso, Cássia Heller, Foo Fighters, Racionais MC e várias outras.
Quase sempre as bandas acompanhavam as coisas que aconteciam na minha vida, e fizeram parte de vários momentos bons dessa época.
Em maior ou menor grau, todas elas ainda fazem parte da trilha sonora do meu dia.
Escutei Engenheiros do Hawaii por meses. Adorava interpretar e raciocinar sobre cada música, cada letra. As aliterações de Parabólica me faziam pirar. A calma de Ilex Paragurienses fazia meus neurônios sorrirem, e até fiz um post sobre essa música.
Quando passei por uma fase mais barra pesada da minha vida, uma das poucas épocas em que me sentia triste de verdade, quem segurou minha barra, sem dúvidas, foi a banda Los Hermanos. Algumas músicas como Sentimental, Quem Sabe, Último Romance e tantas outras são extremamente viciantes, principalmente quando aconteceu algo parecido com nós. Além disso, é um desafio e passatempo ficar procurando as diversas interpretações para as letras. Los Hermanos foi para mim o que Engenheiros do Hawaii tinha sido anteriormente: meu passatempo, refúgio e minha maior diversão intelectual.
Nem percebi quando comecei a escutar Radiohead, e acabei virando fã da banda. Já adorava todas as músicas, e meu lado nerd me fez adorar ainda mais quando eles lançaram o cd pela internet.
Me viciei em diversas bandas, e ultimamente resolvi escutar de tudo, descobrir novos gostos e bandas. Minha playlist tem Chico Buarque, Vinícius De Moraes, Muse, Menomena, Artic Monkeys, Snow Patrol, Chemical Brothers, Sister Hazel, Pearl Jam, Joss Stone, Jimmy Eat World, Incubus, Amy Winehouse, 3 Doors Down, Puddle Of Mudd, Placebo e mais um monte que não me lembro agora.
Para acompanhar meu gosto musical, é só procurar pelo meu perfil no Last.FM, meu nome de usuário, como não deixaria de ser, é alfalse =]
Faltou falar de muitas outras bandas e comentar mais a fundo algumas músicas, mas isso fica pra uns próximos posts!

Agradeço ao twitter por me fazer voltar a escrever! Se quiser me acompanhar lá também, meu nome de usuário é (surpresa): alfalse

Até a próxima =]

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oba oba!

Bom… realmente está difícil conseguir algum tempo pra escrever, minhas aulas adoráveis voltaram, mas pelo menos estou curtindo bastante o 3º ano, muitas aulas práticas, teorias que são práticas, e muitas outras coisas práticas que na prática não me dão sono, hehehe.

Mas de resto, tudo na paz comigo (como sempre) e espero que continue assim…

Até a próxima, e de preferência, que na próxima eu tenha alguma coisa melhorzinha pra escrever =]

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ié ié…

Quando perdemos alguma coisa importante, sempre fica aquela famosa impressão de que poderíamos ter evitado, e também aquela delícia de sensação de que nossas vidas seriam completamente diferentes se não tivessemos perdido…

Pode ser um livro, uma passagem, uma carteira com documentos… Pode ser um cd, uma foto, uma lembrança. Uma idéia, um elogio, um segundo de nossas vidas… Pode ser uma pessoa também.

Por quê tudo é tão difícil?

Conversando com minha mãe hoje percebi uma coisa bem óbvia: nós procuramos problemas para resolver. São pouquíssimas as (seriam felizardas?) pessoas que gostam de viver com uma tranquilidade absoluta, que gostam de evitar problemas e preocupações.

E eu um dia gostaria de ser, pelo menos um poquinho, assim… Na verdade, gostaria de poder simplesmente apertar um botãozinho e resolver tudo de um jeito bem simples. Podíamos simplesmente apertar um Backspace e voltar no tempo, corrigir nossos erros, e tentar novas atitudes.

Precisava de um botão desses, nesse exato momento. O apertaria, voltaria alguns dias atrás, alguns meses, ou alguns anos atrás. E faria tudo novamente. Teria as mesmas idéias, faria as mesmas coisas…

Tudo que aconteceu comigo, todos os pensamentos que me ocorreram, ou que me foram impostos, tudo isso contribuiu para formar o cara que eu sou agora, e, muito provavelmente, um segundo que eu altera-se no meu passado, me faria uma pessoa completamente diferente hoje. Eu sou o que sou, tenho muito orgulho disso e não mudaria nada na minha vida.

Pensando bem, pra que precisaríamos de um botão desses mesmo?

E o verão é redondo, ié ié!

Mas que ainda preferia não ter perdido nada… Como eu preferia!

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UP!

Tá bom… tá bom… Não nego, promessa ou compromisso feitos por mim aqui no blog, não acontecem =]

Não consegui escrever meus posts diários, alias, não escrevi nada depois do último, hehehe!

Estou fechado para balanço nos últimos dias, o que pode significar mais alguns posts supresa…

Decidi que vou pegar meu dinheirinho suado e vou investir na bolsa! Daqui a uns dias publico o que aprendi, e também prometo publicar um review do meu nb novo…

Enquanto isso…

=]

[Batendo a cabeça com: Radiohead - High And Dry]

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O que é complicado e o que é simples

O que é complicado em escrever em um blog regularmente é saber o que escrever, principalmente quando seu blog não tem uma finalidade específica. Meu blog não fala sobre tecnologia, não fala sobre política, e apesar de as vezes dizer alguma coisa engraçada, não é um blog de humor. É realmente complicado achar assunto para escrever todos os dias, principalmente quando sua vida anda tão agitada que o que você faz de mais emocionante é uma prova de exame final… =] Também não gosto de ficar divagando sobre o que fiz no meu dia, acho q isso não tem o menor interesse para ninguém.
Tudo isso dificulta, mas agente sempre acha uma solução para os nossos problemas!

O simples é escrever, quando se tem assunto…

E a solução que eu achei é fazer todo dia um post contando o que eu aprendi de novo e bom. Vou fazer uma mistura de “querido diário” com alguma coisa que não sei o nome, mas deve ser útil =]

E pra começar, hoje aprendi que eu tenho que respeitar as pessoas do jeito que elas são. As vezes me acho no direito de ficar zombando ou então tentando mudar as atitudes de algumas pessoas, só por não concordar com o que elas pensam e fazem. Não a nada de errado em fazer isso, afinal, cada um tem que vender seu peixe, mas na maioria das vezes, isso cansa e magoa… Talvez seja mais legal se ao invés de criticar e zombar, eu tente entender e aprender com as outras pessoas, afinal, é isso que eu espero de quem não concorda com o que eu faço.

Aliás, se todo mundo fizesse isso, o mundo seria melhor, sem intolerância, violência, preconceitos… Mas sempre escolhemos o caminho mais fácil não é? E definitivamente, pra quem tem preguiça de tentar entender as pessoas, e deixar de criticá-las, que dane-se o mundo, o que importa sou eu e só.

Pra quem só pensa em si mesmo, não importa que existam pessoas morrendo de fome, ou se matando em guerras, porque por mais que isso seja absurdo (você já imaginou o que é morrer de fome???) ninguém vai parar com seus importantes afazeres para resolver alguma coisa. E assim agente continua, até chegar em algum ponto em que tudo vai ser tão absurdo que ninguém mais vai aguentar…

E é isso!

[Batendo a cabeça com: Groove Armada – Hands Of Time]

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E das voltas que dá o mundo, uma cambalhota não faz nem cócegas…

Exames finais são complicados. Complicados, odiados e de todas as maneiras evitados. Mas quando não dá pra evitar, acontece o que está acontecendo comigo, 24 horas por dia estudando…
Em casa eu estou estudando, no ônibus eu fico relembrando as fórmulas e os exercícios que tenho que decorar, no estágio faço a mesma coisa, andando idem, até no banheiro se duvidar as vezes me pego levando algum livro! Quem mandou não estudar direito durante o ano? =]

Mas passar de uma matéria no exame é algo muito emocionante, é uma adrenalina enorme você sair da prova e não saber se  passou ou não, e ficar esperando sair a correção… E na hora que sai sua nota, que você vê que passou, parece que 234.243 de toneladas saem das suas costas, e você consegue voltar a respirar novamente… Aconteceu isso comigo hoje, achei que tinha reprovado de cálculo II, mas incrivelmente tirei o necessário pra passar!

É algo tão simples, mas me deu tanta alegria! É dessas pequenas alegrias que ganhamos o dia =]

Eu estou numa fase (é com s mesmo!)  em que chego na frente do bebedouro, e olho as duas opções: Natural, ou Gelada. Ai eu penso:
Se eu apertar a natural, cai pinga, se apertar na Gelada, cai cerveja!

Ou seja: Eu mereço uma breja! E aperto a gelada…

Minha cabeça está dando tantas voltas que estou ficando até tonto, mas não, não é por causa de cerveja, aliás, faz um bom tempo que não bebo… Como já disse, quando você pega algum exame com chance de passar, não para de estudar por nada, pelo menos comigo é assim.

E como minha prova é daqui a 4 dias, vou estudar mais um pouco! Depois do exame eu vou conseguir escrever mais…

Obs.: Essa quinta feira teve uma cara de sexta…

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Vamos! Vamos lá! Está na hora de levantar a cabeça, estufar o peito, e dizer:

- Agora fudeu!
E por mais que algumas coisas tenham ido pro beleleu mesmo, também é hora de olhar pra cima, ficar tonto e olhar pra baixo de novo e ver que não foi tudo que se acabou. Ainda tem muitas coisas nessa vida que trazem alegria e felicidade!
Me incomoda essa idéia de que apesar de sempre dizer que sou feliz, eu sempre estou em busca da felicidade, é um pequeno paradoxo que provavelmente faz parte dessa brincadeira que é a vida. Se eu sempre estou feliz, como sei qual é a diferença entre tristeza e felicidade?
Por isso está na hora de dar valor aos momentos de tristeza também! Afinal, se eles não existissem, como saberíamos que fomos felizes?
E o que seria daquele sentimento “era feliz e não sabia” que nos abate em muitos momentos de perplexidade e problemática extrema?
Vamos fazer uma ode a tristeza, vamos idolatrá-la!
Estabelecendo assim mais um paradoxo desse carrosel sem pé nem cabeça em que estamos, afinal, vamos adorar uma coisa que não desejamos, que no máximo desejamos para os nossos desafetos, hehe…
Um novo paradoxo não, porque adoramos muita coisas que odiamos nessa vida.
Na verdade, sinto que não estou criando nada novo, nós já fazemos tudo isso automaticamente desde pequenos. Sempre procuramos um sofrimento maior, pra depois vermos que fomos extremamente felizes, precisamos dessa montanha russa de sentimentos para nos sentirmos vivos!
Precisamos acordar com uma ressaca tremenda, e sofrer um dia inteiro com dor de cabeça, pra nos lembrarmos que a noite passada foi a melhor de nossas vidas! Precisamos reprovar um ano na faculdade pra dar valor a alegria que foi passar no ano anterior!
Precisamos brigar e se afastar de todos que amamos, pra somente assim darmos valor ao que tínhamos.
Precisamos perder alguem muito amado para dar valor aos seus conselhos…
Precisamos ficar doentes, até aprendermos que vale mais a pena prevenir do que remediar!
Precisamos cair, pra depois darmos valor ao levantar.
Precisamos chorar num filme macumbento e cabeça contando a história de alguém que sofreu muito, pra sairmos do cinema amando nossa vida!
Precisamos sofrer, pra dar valor a felicidade…
E depois de sofrer, sofrer, sofrer e sofrer, quem sabe um dia não conseguiremos (ou, que pelo menos eu consiga) entender que se ao invez de ficarmos procurando sofrimento, podiamos procurar fazer os outros felizes… Poderíamos procurar aquelas pessoas que a tempo não conversamos pra botar o papo em dia, poderiamos dar valor aos que nos amam, dar valor a quem não nos ama também, para que passem a nos amar… Poderíamos aprender com os erros dos outros, e não somente com os nossos. Poderíamos amar, amar, rir e curtir a vida com a pessoa que amamos… Poderíamos ter mais paciência, ter mais carinho, bondade, companheirismo, fidelidade, coragem, amor, ternura, compaixão, pureza, felicidade…
Talvez se só pensassemos na felicidade, não seria necessário saber o que é a tristeza. Até poderíamos ficar tristes as vezes, mas seria bem raro, só pra lembrar do quanto é importante ajudar os outros a não ficarem tristes.
Talvez, se aprendessemos a fazer os outros felizes, seríamos um pouco mais felizes também.
Porque eu posso passar minha vida inteira procurando a felicidade, e nunca entender que quando todos que eu amo e estão a minha volta são felizes, eu também serei.

[Batendo a cabeça com: Radiohead - 15 Step]

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E onde está o meu sorriso?

Quando fiz 17 anos (estava entrando no terceiro ano do ensino médio), ganhei no meu aniversário um presente bem simples, mas muito efeitivo: um livrinho de bolso “A arte da paz” de Morihei Ueshiba. São somente algumas citações e frases de Ueshiba, mas fazem um grande efeito! =]

Sempre quando fico meio perdido, sem saber o que fazer ou o que falar, corro pro livrinho e leio um pouco. Não é meu único modo de aliviar a cabeça, nem tampouco o mais usado, mas hoje ele caiu como uma luva pra mim. Estava eu lutando com integrais múltiplas, estudando pro meu querido exame final de cálculo II, quando olho para o lado e vejo quem? O livro de Ueshiba… Como normalmente nesses momentos qualquer coisa pode me distrair, peguei o livro e li algumas frases.

Foi bom, porque distrai minha cabeça e consegui estudar mais um pouco… Mas estudar cálculo cansa muito, e resolvi enrolar mais um pouco e escrever mais um texto pro blog, hehe… Alias, espero que agora nas minhas férias eu consiga realmente escrever todos os dias aqui! Apesar de isso já estar parecendo promessa de político.

Voltando ao assunto do post… Nesse último mês fiquei realmente perdido, quase me matei de tanto estudar (e ainda estou perto disso, meu último exame é dia 3), percebi que algumas coisas não funcionam como agente pensa, e que algumas pessoas podem mudar mais do que agente imagina…

Porque tudo é tão difícil?

Mas isso não importa! O que eu quero é ser feliz! =]

Bom, o papo tá bom, as palavras estão fluindo no meu teclado, mas meu exame é na terça-feira, e eu preciso estudar!

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É difícil acordar… (II)

Aprendi que fazer a diferença é o que importa quando entrei na ordem Demolay. E ser um Demolay é algo que me traz muito orgulho, apesar de estar um pouco afastado nos últimos anos… Foi algo que me trouxe coisas excelentes, amigos, conhecimentos e desejos que vou carregar comigo para sempre.

Mas quando digo “fazer a diferença” não quero dizer que basta ser diferente. Não é simplesmente ser um estranho tosco na multidão, digo “fazer a diferença” buscando um significado mais amplo. Quero dizer que o mais importante é fazer algo que não seja diferente, mas fazer algo de uma forma diferente, de um jeito que ninguém pensou, ou de um jeito que todos conhecem mas não tem liberdade ou coragem pra fazer.

Sempre tentei fazer a diferença. Sempre tentei fazer as coisas de um modo diferente dos outros, e felizmente, muitas vezes consigo.

Ultimamente havia me esquecido do que era isso, do que era sentir-se diferente.

Como disse anteriormente, nessas últimas semanas revivi muitas lembranças das quais havia me esquecido… Relembrei meus medos, meus sonhos (que não existiam) e minhas idéias malucas de adolescente…

E junto com elas veio junto também uma vontade imensa de querer voltar. Voltar a pensar como criança, voltar a achar que posso fazer tudo. Porque apesar de não ser mais uma criança completa, ainda tenho muitas idéias daquela época, ainda quero fazer as mesmas bobeiras, ter as mesmas ilusões… Queria voltar a achar que posso fazer tudo. Na verdade, queria voltar a ter esperanças de que posso fazer tudo.

Já tive épocas em que pensei que matar 2/3 da humanidade fosse solução pra todos os problemas do mundo. Era maldade, mas uma maldade inocente. Logo depois com o falecimento de um grande amigo, percebi que o caminho não era muito bem por aí. Não é destruir a humanidade que vai salvá-la.

O problema é saber se a humanidade precisa de alguma salvação…

E é por isso que as vezes acordo, penso no futuro, tenho medo, e tento voltar a dormir…

É por isso que é difícil acordar…

Já parou pra pensar nisso? Em como será o nosso futuro?

Talvez sim, já parou e pensou que faculdade irá fazer, que profissão irá seguir. Já parou pra pensar em quem será sua esposa ou seu marido. Já parou pra pensar se vai ser rico ou não.

Mas já pensou em como será o nosso futuro?

Já pensou no que a sociedade brasileira irá virar? No que vai acontecer no resto do mundo?
Não é desperdício de tempo, é um daqueles famosos (pelo menos pra mim) exercícios de futurologia…

É bom pensar nisso, porquê nos faz voltar no tempo, e pensar no que devemos fazer. Uma vez uma professora de história me ensinou que é importante estudar o passado para compreender o presente e poder controlar nosso futuro. Quando ela me disse isso eu já havia aprendido que fazer a diferença era o importante, e, ao contrário de meus colegas que ignoraram o conhecimento, fiz o contrário. Passei a absorver tudo que podia com relação a história, geografia e qualquer outra coisa que tivesse relação com o passado. Passei não só a absorver, como a interligar os pedaços, formando uma grandiosa teia com histórias, fatos e pessoas. Não foi a toa que acertei 90% das questões de história e geografia dos 5 vestibulares que fiz.

Mas não aprendi tudo somente para usar no vestibular, já aprendi a importância de tudo isso, e ela está naquela frase que minha professora disse… Posso entender nossa situação atual, e prever o que vai acontecer no futuro (lógico que com uma imensa margem de erro, afinal, não sei de tudo e nunca vou conseguir aprender)…

Posso imaginar um mundo mais velho, sujo, poluido, com uma desigualdade gritante. Posso imaginar um mundo em que os ricos ficam num canto (limpo, despoluido e isolado), enquanto o resto dos bilhões de humanos vivem na miséria, enfrentando todo tipo de desgraças e problemas.

Mas, isso já não acontece???

Nunca consegui entender como as pessoas conseguem viver sabendo que outras passam fome, ou morrem por coisas simples e banais. Até hoje me revolto com isso, e sinto uma enorme dor por ter ficado impune e por ter banalizado as mesmas coisas que me revoltam. Talvez seja mais fácil para mim ignorar tudo que não vejo, ou que não convivo diretamente. Talvez não, com certeza para minha cabeça pequena e fútil é mais fácil ignorar que nesse exato momento tem uma criança africana morrendo de fome ou de AIDS. É mais fácil ignorar do que gastar meus preciosos (e bem alimentados) neurônios, e meus tecidos musculares (bem nutridos idem) para fazer alguma coisa e mudar essa realidade.

E como eu penso, a maioria pensa…

E é por isso que fica mais difícil acordar, e pensar em todas essas coisas…

Mas ao mesmo tempo que acho difícil pensar em todas essas coisas, vem a contrapartida… Fé, esperança e felicidade. Fé em qualquer coisa que eu possa me agarrar em momentos difíceis, esperança de que um dia vou ser a criança que pode mudar o mundo, e felicidade para enfrentar toda a tristeza que tentar tomar conta do meu coração…

E é isso ai, em menos de 4 horas escrevi mais do que em um ano de blog. =]

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É difícil acordar… (I)

As vezes penso em como será nosso futuro.

Esses pensamentos quase sempre vem na hora de acordar, e quanto mais penso em como será nosso futuro, mas eu quero parar de pensar…

É complicado fazer exercícios de futurologia, mas como esses são meus principais passatempos e muitas vezes minhas únicas diversões, passo muito tempo chegando a conclusões q logo esqueço.

Ainda doi saber que provavelmente não vou saber porquê estamos aqui, e qual são os nossos objetivos nesse mundo.

Essas últimas semanas foram extremamente lucrativas pra mim, em termos intelectuais, hehe…

Viajei, conheci novos lugares e novas pessoas, e, como diz o conhecimento popular de agências de turismo, você sempre volta diferente de uma viagem.

Voltando pra Campo Grande, uma paulada de provas, e ai entrei no sentido acadêmico do lucro, estudei muito, mas muito mesmo, como a muito tempo não estudava, e, pela primeira vez esse ano, senti que estava aprendendo alguma coisa nova. Não que o que vi no começo do ano não tenha servido pra nada, mas sim que só agora compreendi que por mais que para mim não faça sentido agora, num futuro próximo vai fazer sentido e vai ser necessário.

Acordei da letargia ouvindo sermão de um professor, depois dele ter ficado não muito contente, porque eu estava dormindo na aula dele… Fazia muito tempo que não ouvia bronca de professor, e tinha me esquecido do quanto eles são importantes. No meu ensino médio era um pentelho, daqueles bem chatos mesmo, mas ficava sempre na minha, não incomodava muito os outros. Mas não prestava muita atenção nas aulas.

Não prestar atenção nas aulas não me prejudicou em nada, pelo contrário, me fazia estudar em casa sozinho, o que, sinceramente, me rendeu mais do que ficar 5 horas por dia ouvindo professores falarem e falarem…

Foi ótimo, porque aprendi a estudar sozinho (e na época não imaginava que na faculdade ia precisar tanto aprender as coisas sozinho =]) e também porque aprendi a dar um valor diferente dos outros ao conhecimento.

Voltando… O sermão do meu professor se resumiu a: Você só fará as coisas se quiser, e se quiser, nada vai te impedir.

Tinha me esquecido disso, tinha realmente esquecido disso… Voltei da viagem pronto para aprender, porque agora eu tinha vontade, e eu realmente queria aprender.

E foi o que aconteceu, me esforcei um pouquinho, só um pouco a mais, e fui bem em todas as provas… O esforço não fez a diferença, o que realmente mudou foi minha cabeça e o desejo de aprender.

E o que importa realmente, é fazer a diferença..

Inaugurando o alfalse do wordpress.. =]

Continuo depois..

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