Odeio separações. Só isso. Preferia que nada tivesse acontecido. Que tudo desse certo, que os pseudo-planos da minha mente tomassem forma, saindo correndo feito suspiros (alguns provavelmente gritos) e tomando conta do mundo. Tal qual as batatinhas, que eles tivessem criado vida, nascido e se esparramado pelo chão.
Queria ter entendido o outro lado, ter compreendido melhor. Queria ter muito mais paciência do que tenho, ou melhor, queria poder focá-la para uma só coisa. Queria me arrepender das coisas que fiz, sem me sentir idiota por tê-las feito. Queria, queria, queria.
Desde sempre quis muitas coisas. Querer, querer e querer. De tudo um pouco. Mas será que consegui tudo que queria? Será que adianta querer tanto?
Tinha essa idéia na minha mente: se não quisesse nada, tudo que viesse seria lucro. Mas já percebi que essa idéia, tal qual a lei de Murphy, não se aplica em 100% dos casos. É preciso querer algumas coisas sim. Saber o que escolher é o problema.
E agora estou aqui, quero muitas coisas, e voltei ao começo de quando resolvi não querer mais nada.
Digo querer não no sentido de desejar. È algo menos intenso, mas mais profundo. Desejo é como paixão. Querer é amor.
E o que fazemos na vida se não desejar amor?